terça-feira, 22 de junho de 2010

Um caso de amor


Comecei aos poucos, como ainda era muita nova não tinha clara noção daquilo que sentia. Dentro de sala de aula me pegava pensando só naquilo, uma paixão já forte, porém sem muita consciência.

Com o passar do tempo, vamos deixando sonhos infantis de lado e pensando em um futuro mais seguro. Assim, passei pelo Ensino Médio deixando aquela paixão de lado, ou melhor, utilizando-a para chegar naquilo que eu acreditava ser o amor. Os três anos se passaram com os mesmos interesses de pequena, mas ainda via aquilo como a escada para algo maior - noção de grandeza bem alterada, percebo hoje.

Até que um dia praticamente bateram a minha porta me convidando para curtir minha antiga paixão ao máximo. Resolvi arriscar. Afinal, isso seria muito importante para aquele amor que eu acreditava ter, ainda passei seis meses a vendo como uma simples ponte.

No entanto, após esse tempo percebi o quanto estava envolvida com aquele mundo novo e como as novas categorias de pensamentos estavam me influenciando profundamente.

Foi nesse meio tempo que enxerguei com clareza que aquele sonho de menina ainda era o mesmo da mulher que se formava e que a paixão era na verdade um grande caso de amor.

Foi nesse meio tempo que comecei a levar a sério meu curso de História e hoje tenho a plena certeza de meus estudos na área são muito relevantes para eu me completar enquanto pessoa e também sei que se um dia tiver que trabalhar, em tempo integral, em outra área uma parte de mim estará sempre apagada.

Faço História. Para ser professor? Sim!

Mas, principalmente, para ser uma pessoa melhor e realizada.

E sei que se todos os profissionais amassem seu trabalho dessa forma muito coisa estaria diferente.

3 explosões:

mirelle cutrim disse...

Promete que de vez em quase sempre vai deixar eu assistir tuas aulas pra eu viajar na história?? :*

Melanie Brown disse...

Voce já começa esse caso muito bem assim, com plena convicção de estar amnando, o resto vem com o tempo!!! Parabens e bao sorte nessa longa jornada!!
Beijos e que bom que apareceu Por lá!!

:D

disse...

É massa essa sensação de completude que a gente SE CAUSA, sem precisar dos outros, só da gente e do que nos realiza :D