segunda-feira, 4 de maio de 2009

Explosão de crianças




Ouvindo uma música hoje, me voltou a idéia que sempre me atormentou: a enorma demanda de pessoinhas chegando e todos fechando os olhos para elas.

Que o mundo é um caos, que o Brasil tem muita gente sofrida todos nós já sabemos, mas que tal começarmos por baixo, ou melhor, pelas coisas mais "simples" para mudar essa situação?

É muito fácil colocar a culpa no Governo pelos filhos não terem o que comer, mas o que custa diminuir a escadinha de filhos que em toda periferia se encontra?

Sei que não é fácil ir lá para o meio de um povoado, onde não tem nem água para beber, e dizer para eles usarem camisinha ou para tomar uma pílula, mas é preciso começar (de preferência com a água também)! Com certeza, umas das pessoinhas daquela escadinha irá compreender num futuro próximo essa menssagem - se bem trabalhada.

Ao invés de estarmos querendo copiar países desenvolvidos na sua forma de fazer o vestibular, seria mais proveitoso iniciarmos essa apropriação com os pequenos males que aflingem nossa sociedade desde sempre. Esse boom demográfico - onde o problema não está nem nisso, mas na falta de condições de manter um qualidade de vida para essas crianças - faz que o velho ciclo vicioso (que assola nossa frágil sociedade) só piore e torna-se mais denso. "Filho de peixe, peixinho é".

Não imagino, nem quero, que todos parem de fazer o que quer que seja, só acho que o envolvimento com campanhas de conscientização do uso de contraceptivos devam atingir não só meus vizinhos, mas cada dona de casa no coração desse país, cada Maria que cuida com carinho do pote de barro e do copo de alumínio, além de seus amados e numerosos filhos. Só assim para a proteção se tornar um hábito e o aborto se tornar distante - não o contrário!

Talvez seja a única forma de cada criaturinha desse Mundo chegar aqui com mais segunça e uma vida mais bela e, ainda, de todas estas que já estão rodando por aqui - perdidas na confusão - sintam aquela injeção de ânimo que nós sentimos quando acordamos na nossa cama macia e comemos um belo café da manhã antes de irmos fazer as coisas que mais gostamos.





Então, antes de dizer: "Pare o mundo que quero descer!" finalize a obra inacabada que nos foi deixada para quando sair possa apreciar uma bela paisagem lá de longe...

3 explosões:

Fernanda Mel disse...

"Pare o mundo. Vamos conversar seres humanos e tentar fazer um pouquinho diferente daqui pra frente!"

Paulo César di Linharez disse...

O governo tem que atuar com uma série de políticas pra que o país atinja um patamar superior no que tange ao desenvolvimento e tudo mais. Não dá pra, por exemplo, esquecer o vestibular e todas as pessoas já "habilitadas" a entrarem no ensino superior e se focar 100% nas políticas pra zona rural. As políticas de inserção no ensino superior são fundamentais para que o país tenha mão-de-obra devidamente qualificada, até pra repensar a questão agrária.
O problema é que a zona rural ainda tem um quê de submundo, é uma cultura que muitas vezes ainda vive num estágio meio pré-capitalista de produção, comercialização, informação, sabe.( Se estiver falando da zona rural maranhense, leia "muitas muitas vezes") A política de natalidade, planejamento familiar, deve ser só mais um dentre outros projetos que precisam ser implantado na zona rural. Imagine questões como demarcações de terra, concessões de licenças ambientais, regularização das relações de trabalho que ainda ocorrem de maneira insuficiente e também são essenciais para mudar esse panorama do Brasil agrário. Ah, e não esquece, que essas periferias de São Luís, as mais antigas e, às vezes, perigosas, tipo Coroadinho, Liberdade, João Paulo foram todas impulsionadas pela repulsão no campo.
Isso é muiiito complexo.

Hosana Lemos disse...

é incrível como o brasil está afundado em uma cultura de conformismo!
'o deputado roubo 1 milhão; -é, legal'
'criança morre de fome aos 2 anos; -puxa, que coisa'
ME POUPE!
Sem falar nos hipócritas que se acham os salvadores da pátria e não passam de uns egoístas mesquinhos que não olham além do seu próprio umbigo!
às vezes acho que o Brasil não tem mais jeito...às vezes acho que esse mundo supra-capitalista não tem mais jeito. Entamos envolto em um ciclo vicioso, onde os 'grandes' querem mais, independente de TUDO, mesmo que para isso esqueçam de sua consciência e achem normal ver uma criança de 2 anos não ter o que comre pela manhã!

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