segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Com orgulho


Consegui concluir, junto com minha turma, o I Encontro Municipal de História em Arari - MA. Junto com ele fizemos também uma ação social em um bairro carente da cidade. O evento foi muito bom, apesar dos imprevistos. Porém, não é dele que quero falar agora e sim, da ação social.

Após tanto sacrifício, confusão, stress, e muito, muito trabalho conseguimos finalizar esse pequeno sonho de forma eficiente. Tudo valeu a pena para mim e me orgulho disso. Porém, nada vai superar meu orgulho e minha felicidade da ação social. Foi incrível. Primeiro por ser minha primeira experiência como professora, não de História, mas de ballet. Segundo por ser com a faixa etária que mais gosto e pretendo trabalhar nela, com crianças. Terceiro por está ao meu lado pessoas, e uma pessoa mais especial, que me apoiou muito.


Mais que tudo isso foi ver o interesse e força de vontade daquelas meninas fofas. Consegui algumas roupinhas de ballet para elas e desde já a empolgação começou, tanto das bem miudinhas - como a Fernanda que ficou com um collant maior que ela, mas tava se sentindo linda (e tava mesmo linda!) e mesmo se distraindo com qualquer coisa e não prestando muita atenção no que eu falava vinha toda hora falar comigo algo sobre balão ou para mostrar sua roupa. Até as meninas maiores que também se distraíam com a música, mas não paravam de treinar a pirueta que ensinei. Tudo isso foi recompensador.


É incrível como pequenos atos melhoram a vida de alguém, como apenas meus parabéns por estarem fazendo certo fazia elas se sentirem mais confiantes e felizes. Impressionante como aquelas poucas horas foram suficiente para elas virem me abraçar e brigarem para segurar minha mão e me chamrem de tia, como esse tempinho foi o bastante para confiarem tanto em mim.


Mesmo eu dormindo pouco, mesmo ficando doente, mesmo com as brigas que houve, mesmo com o calor e até mesmo a bagunça das meninas o que vai ficar para sempre desse momento são os sorrisos, os abraços, a alegria, as criancices, a dança, a cantoria, o carinho e tudo mais que aquelas crianças trouxeram para gente sem nem perceber e mais aquilo que levamos para elas de coração aberto.


Foi realmente maravilhoso e não vou conseguir descrever tudo, pois é indescritível.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ela


Pediram para definí-la e simplesmente não soube o que dizer na hora, mas aquilo ficou.

Começei a imaginar algo muito forte por fora e muito doce por dentro.

Lembrei da borboleta. De uma forma muito mais bonita e complexa ela é como uma borboleta.

Fiz até um pequeno poema, até pensei em colocar aqui, mas já não gosto mais dele.

Talvez porque ele é simples demais para falar de uma pessoa tão complexa e importante na minha vida ou então por ainda não dizer aquilo que realmente sinto.

Porém, ainda a acho uma borboleta, só que com especificidades, pois essa minha borboleta entra sempre que pode em seu casulo para mostrar de forma séria como é forte.

Sai assim que você sorri para ela para mostrar que vai te ajudar com ternura em qualquer momento que precise; nessas horas todos olham suas lindas asas coloridas e todo seu corpo e sua alma pronta para abdicar tudo por você.

E não só nesses momentos como no porto seguro que demonstra em seu casulo ela deixa claro o quanto amor tem disponível para todos aqueles que a querem bem.

Ela cuida de quem cuida dela.

Ela é minha fortaleza e minha borboleta.

Ela é minha mãe.

J'taime.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um passo maior que as pernas


Nessa sexta o "mundo" escolheu o Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. Como tudo que acontece por aqui, a festa já começou pela manhã na Cidade Maravilhosa. Muitos shows, bebedeira, carnaval - todo dia é Carnaval. Além disso, havia a maior torcida de toda a mídia, quase enfiando nas nossas cabeças o quão maravilhoso é sediar uma Olimpíada - já vamos ter a Copa aqui, né?!
Pessoas chorando, felizes, sem acreditar naquilo que, para mim, era óbvio e completamente surpreendente ao mesmo tempo. Óbvio porque países ditos desenvolvidos não querem esse "abacaxi", estive no Canadá e eles não gostavam nem de lembrar que os impostos eram mais altos devido às construções feitas para as Olimpíadas que sediaram e que hoje não serviam para muita coisa. Surpreendente, porque - e novamente isso na minha singela opinião - não consigo imaginar um país ainda com tantas necessidades básicas para serem resolvidas conseguir sediar um evento desses, uma cidade com problemas seriíssimos de segurança pública trazer pessoas do mundo todo para testemunhar isso - sei, claro, que o Rio ainda é a cidade que mais recebe turistas do país, mas nem isto nem sua beleza extraordinária conseguem mudar a realidade da cidade.
Concordo com quem diz que esses tipos de eventos são para países ricos, com uma elite no esporte - e para isso toda rede de educação precisa ser organizada e eficaz - e com problemas como: analfabetismo, alto nível de pessoas vivendo na miséria, saúde pública precária, corrupção, etc. já superados. Ao menos bem amenizados.
Talvez esteja com uma visão muito pessimista, mas só consigo enxergar essas Olimpíadas de 2016 como mais um ópio para o povo (assim com o samba, a bebida, o carnaval) esquecer que passa fome, que não tem educação e muito menos saúde para envelhecer de forma saudável; é mais um meio dos nossos "representantes" ganharem seu complementos salariais, mais uma forma de todos se iludirem que o Brasil está rico, desenvolvido e sem problemas, mais um jeitinho brasileiro de colocar aqueles já marginalizados para debaixo do tapete.
Se eu estiver louca e completamente errada, ótimo, mas se não esse evento pode prejudicar ainda mais a imagem já distorcida do Rio de Janeiro lá fora e tornar o Brasil mero coadjuvante no meio de países já consagrados em Olimpíadas. E realmente quero ver como irão segurar os traficantes no morro...
Ainda temos um mês de muita Globo, Record, Veja e tudo mais falando sobre isso. Mas em 2016, quando nos lembrarmos disso novamente, volto a falar do assunto - mais indignada ou mais feliz, não sei.
Boa Copa e Olimpíadas para todos nós que nessas épocas, sim, somos brasileiros (e com orgulho!).

sábado, 19 de setembro de 2009

Dúvida

Aquelas amarras existem ou não?
Isso já não interessa mais, o problema é a força com que te seguram ali
Na "realidade" ou na ilusão.
O bloco já possui um formato perfeito, para quê mudar?!
Por que mexer em time que está ganhando?!
Perfeito pra quem? Ganhando pra quem?
Amarras estas, existem ou não?
A questão já nem é essa ou é..também não interessa.
O problema é que numa hora ou outra as coisas apertam,
Os espaços dimunuem e os problemas se agigantam
A vida vai passando e você, passa?
Olha? Admira? Participa?
Tudo não é mais suficiente, e o que resta?
Nada (?!)
Este prende e liberta
É aquela amarra?
Só resta a dúvida (s)

domingo, 23 de agosto de 2009

Vigilância escolar



Vi semana passada a manchete de uma reportagem sobre câmeras na escola para os pais observarem o que os filhos fazem, como não assisti tudo não posso falar dos detalhes, nem explicações sobre o por quê disso. Ainda assim, a primeira coisa que pensei foi: "Qual a necessidade disso?". Porém, pensei um pouco no assunto e acredito que isso é reflexo de alguns problemas que rondam a relação entre pais-escola e filhos-pais.


Primeiro que todos sabem como grande parte dos pais credita toda educação do filho à escola, retirando da família toda responsabilidade, assim, não duvido nada de que muitos pais irão usar as câmeras para observar a escola e culpá-la pelos atos dos filhos. Logo, poderá complicar ainda mais a frágil relação que as escolas tentam manter com a família.


Segundo que essa ferramenta mexe com outra relação ainda mais complexa, entre pais e filhos, principalmente, adolescentes. Até que ponto os pais podem interferir na vida dos filhos? Isso é preocupação ou a anulação da privacidade? Em que isso ajudaria na relação com os filhos? Ou melhor, na relação aluno-escola?


A escola possui, sim, um papel de formação e educação de pessoas, claro. Assim, as câmeras também tiram em parte essa responsabilidade da escola, diminuindo sua autoridade, o que pode prejudicar a própria atividade do colégio inteiro.


Imagino que muita gente defende essa "inovação" e possui seus motivos, porém acredito que não irá ser colocado em prática de forma maciça, até porque continuo sem entender a necessidade e o ganho para o aluno na sua formação (pois é esse o único aspecto que precisa ser pensado) sabendo que estão sendo "vigiados" pelos pais na escola.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Liberdade Tecnológica?


Assisti hoje uma boa parte da palestra no sesctv sobre: a tecnologia pode democratizar as mídias? Uma palestra não muito recente, porém com discussões ainda válidas e participação de reconhecidos jornalistas que trabalham nessa área e outras pessoas "influentes".
Mesmo voltados para a área de comunicação não pude deixar de interligar com a minha área, o próprio
Marcelo Tas fez um pouco disso também. Até porque acredito que seja vital a relação entre tecnologia e educação, pois ninguém mais vive sem um pouco de tecnologia e "meu" público específico - Ensino Básico - chega na escola com uma quantidade absurda de informações (conhecimento acho muito forte) que precisa ser trabalhada para ajudar na sua aula e, aí sim, se tornar conhecimento.
Eu, que ainda sou muito nova, vivi a explosão da maior revolução já ocorrida na comunicação - como disse o Tas - que foi a Internet e cresci aceitando naturalmente essa incrível mudança porém, a maioria dos professores de hoje participou disso de uma forma bem menos natural, então não tem como aceitarem e entenderem rapidamente. Com isso, ainda temos muitos que não usam as novas mídias ou então usam de maneira inadequada - o que é muito pior. Não estou culpando ninguém e nem generalizando, mas a utilização dos conhecidos recursos dentro de sala de aula precisa ser analisada com cuidado.
Penso sempre na geração que eu irei trabalhar - 2012 - e vejo que serão pessoas que já nasceram em mundo cheio de tecnologias, assim, com uma enorme quantidade de informações acessíveis a qualquer momento. Logo, será impossível - e nem quero - separar minha aula de tudo isso. Por um lado isso ajuda, pois a noção de mundo é muito maior hoje do que a vinte anos atrás, e as crianças estão muito mais ligadas a tudo que ocorre a sua volta. Por outro lado isso prejudica, aí que entra o desafio, primeiro porque o futuro é brilhante e o passado não tem cor. Segundo os questionamentos que são feitos, pois agora a pergunta é: quem possui a verdade, o Google ou o professor? Ainda assim, vejo tudo isso de forma positiva e espero que esses questionamentos meus alunos tenham, pois o professor deixa de ser alguém superior e que não pode ser contestado, no momento que um aluno questiona minha fala com a informação lida no Google ele compreendeu o que eu disse. Tentar, ainda, não ser uma professora - Google também!
Não vou responder a pergunta da palestra, porém acredito que nada é cem por cento uma coisa só. Sendo assim, dentro da profissional que eu pretendo ser, vou procurar trabalhar os dois lados da influência de todas essas tecnologias nos alunos para tentar formar uma pessoa mais completa e que não fique presa totalmente às parafernálias tecnológicas que nos são impostas. E espero com esse texto que todos nós questionemos tudo que usamos diariamente, como nossos próprios blogs, para percebemos se estamos mais livres com tudo isso ou nos prendendo mais e mais.

sábado, 18 de julho de 2009

Só mais uma saída


Era mais uma noite, uma sexta qualquer, com um mesmo lugar para todo mundo ir. Nem tava afim de ir, mas foi.

Férias, ócio, talvez isso que provoque idas em festas, saídas despretenciosas, loucuras impensáveis...

Só nessa época do ano para aquele que não bebia, beber, para aquele que não saia, sair.

Lá foram todos.

Casa vazia, senhores e senhoras viajando, dinheiro em mãos e uma noite inteira pela frente - idéia inicial.

Fila, luzes alucinógenas, bebidas alucinógenas, pessoas alucinógenas...muitas pessoas, suor, danças, risadas, fumaça, cigarros e felicidade (talvez momentânea, mas por que não?) - idéia concretizada.

Começa os problemas disso tudo - não fazia idéia . Rebolados até o chão, tropeços no ar, dores no pé, mais risadas e muito mais bebidas, para disfarçar a tontura, o mal estar, os olhos ardendo. Ah, mais felizes, felizes..

A música vira gritaria, os gostos tornam-se um só e as risadas aumentam sem motivo, claro estão (estamos) felizes...

Ao final só resta um churrasquinho na esquina e a falta de preocupação engloba tudo e todos, assim, ninguém volta com ninguém, todos falam com todo mundo e vão para o mesmo lugar, uma esticadinha?

Ainda assim, a cama macia e uma pessoa especial compensaram qualquer coisa ruim e superou todas as coisas boas. E o sono até meio dia deixou a lembrança de mais uma noite, uma sexta qualquer...



Texto meio sem sentido e divertido como aquela saída.

Inspirado em blogs lidos que tratam dessa loucura de sentimentos e ações que estão sendo as férias de muita gente.