domingo, 14 de junho de 2009

Experiências de uma sala de aula


Passei 3 semanas observando uma turma do Primeiro Ano do Ensino Médio da rede pública. Apesar da realidade estrutural que todos conhecessem do Ensino Público do país esta era um pouco mais organizada e com recursos melhores. Logo, um ponto positivo.

O que muitas vezes é discutido também é a falta de interesse dos alunos e problemas como evasão e disciplina, no primeiro momento achei os alunos apáticos e não levando muito a sério a máteria, porém após algumas conversas com eles percebi qual era o verdadeiro problema...

A professora!

A primeira aula até que ela passou o conteúdo de uma forma razoavelmente satisfatória - talvez pela minha prensença -, mas ao longo dos dias e da minha interação com os alunos percebi que ela conseguia preencher a aula com chamadas e correções de caderno (estes só recebiam o famoso "visto" para a famosa nota!) e era vista como a professora boazinha que sempre vai da muitas chances, então niguém precisa levar História a sério.

A maior conclusão que cheguei - além dela não ser uma das melhores professoras - foi a de que depois de todos colocarem a culpa em Governo e nos "pobres" alunos o maior culpado daquelas turmas é a forma como leciona a profissional. É muito triste conversar com um grupo de alunos por poucos minutos e conseguir instigar a curiosidade para a matéria e aquela que tem todos os recursos e o dever de fazer isso não faz!

O que me reconforta (um pouco!) é que irei fazer de tudo para que minhas aulas sejam bem diferentes daquelas, porém volta aquele desespero de perceber o potencial dessas turmas e não poder fazer nada para ajudá-los.

Talvez vocês estejam pensando que tudo isso já foi dito e só estou sendo repetitiva, porém o contato direto com essa realidade transforma qualquer pensamento feito, mas não tira o ânimo de tentar mudar, ao menos um pouco, essa realidade e muito menos me vem aquele pensamento de derrrotado em que nada pode ser feito e as coisas serão para sempre assim.

Sempre tive aquele ingênuo objetivo de mudar o Mundo (e quem não tem?) e muitas vezes me perguntei se conseguiria ajudar as pessoas com meu curso (como fui ingênua!) e essa observação me fez ter certeza que terei muito o que oferecer e muito o que mudar para que o conhecimento chegue da melhor forma aos meus alunos e eles possam se apaixonar por História como os meus professores fizeram comigo.



Ainda tenho muita História para contar...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Uma História de Amor


Nos conhecemos em 2006, da forma mais inesperada que eu poderia conhecer alguém, chorava por uma pessoa que me machucou e me aparece um menino falando que não ia me perguntar porque eu tava chorando, depois de 2min de conversa fui para casa sorrindo. Conversamos durante alguns meses com uma telinha de computador separando a gente, durante esse período o destino foi ajudando, em lugares que não imaginava encontrá-lo, lá estava ele. De um forma um pouco estranha ficamos pela primeira vez, como em todas as outras vezes não pensei que ia esbarrar com ele na saída do cinema. Passei um mês viajando e ele começou a fazer milhões de declarações - tudo bem, ele só queria conquistar aquela garotinha bonitinha como fazia com todas, mal sabia ele... - e eu fui adorando aquilo tudo, parecia que estava vivendo algo mágico, pois ninguém nunca tinha feito tudo aquilo por mim. Voltei e depois de um carnaval traumático, começamos a namorar. Não durou quase nada, ele logo terminou comigo por motivos sem sentido. Foi quando começei a ver que eu queria ficar com ele de verdade mesmo, assim fui correr atrás disso, então em um show simplesmente não acreditei no amor dele. Depois disso acho que ele caiu na real. Após quase um mês separados, ele me ligou e fiz a gente voltar! Neste mesmo mês era o meu aniversário e logo ele conheceu minha família inteira! Durante aqueles quase 10 meses juntos, muitas brigas aconteceram, desentendimentos e muita apredizagem também. Ele me mostrou um outro lado de mim mesma e me ajudou a melhorar muita coisa em mim. Porém, nós terminamos novamente. Foram quatro meses loucos, não estávamos juntos, mas nos falávamos todos os dias e dividíamos com quem cada um tinha ficado. Quando encontrei com ele foi a primeira vez que tive a sensação de tremer por dentro, porém ele não merecia meus beijos aquele dia ( mesmo eu morrendo de vontade de fazer isso). Foi quando em uma das muitas vezes que ele aparecia aqui, percebemos que estávamos agindo como namorados, então...

Estamos juntos até hoje.

Aquele garoto que conheci há três anos, hoje é um homem. Aquela garota, hoje é uma mulher. Nós dois sabemos que nos influenciamos de forma recíproca. Vivemos muita coisa juntos e aprendemos muito um com o outro. Somos melhores amigos, confidentes, namorados, amantes, companheiros, etc. Por isso que cada dia que passa nosso namoro fica melhor.

É a primeira vez que faço algo tão "público" para mostrar nossa história e dizer o quanto o amo, mas acho que esse é o momento apropriado.


Bom, isso não é amor, o que mais pode ser?


Te Amo, Italo!

terça-feira, 9 de junho de 2009

A sua beleza é bem maior do que qualquer beleza de qualquer salão


Tive a oportunidade de assistir de perto ao show de Zeca Baleiro e os Bombásticos com O coração de um homem bomba, no Canecão esse sábado. Simplesmente perfeito!

Eu sei, eu sei, ele vive por aqui, já fez esse mesmo show aqui, porém toda aquela mágica sensação de colocar uma roupa de inverno e ir para um local completamente diferente de tudo que tem por aqui também contribuiu para o meu fascínio, só que é do show mesmo que quero me derreter em elogios.

Fui já sabendo que seria bom - claro! -, quem o conhece sabe de seu poder com as palavras como poeta e de sua força com o ritmo como músico, ainda assim ele conseguiu ser muito mais do que é isso. Pelo menos para mim, foi um grande momento de reflexão: sobre as letras, sobre as pessoas que ali estavam e sobre alguns (vários) momentos da minha própria vida. Claro que alguns, ou melhor, a maioria foi para o show como uma forma de status ou como diz Jay Vaquer: "[porque] alguém falou que era genial". Pessoas estas que também gostei de ver por ali, pois foram mais e mais pensamentos sobre tudo aquilo.

Muitas das músicas ainda não conhecia, mas só pelo primeiro contato me encantei pelo som gostoso e letras, no mínimo, interessantes. Além disso, todos os integrantes possuíam roupas que se completavam de uma maneira leve e divertida, tornando o palco um grande circo sobre assuntos sérios. Este ponto que me fez perceber um certa (e grande) contradição entre o querido Zeca e suas letras, porém quem não é contraditório? Também não é um ponto que posso afirmar, mas...

Bom, foi verdadeiramente bombástico e divertido. Grandes piadas com aquela grosseria de "brincadeira" que só ele consegue fazer, impressionante como ele corta os comentários maldosos de forma seca e ao mesmo tempo leve. Ainda assim, sabe agradecer da forma mais educada todos os inúmeros elogios! Sem contar sua performace e grandes dancinhas ótimas de se ver!


Claro que teve pontos para serem criticados, mas infelizmente - ou felizmente - as coisas boas que ocupam toda a minha lembrança. O triste, ou não, foi perceber o quanto carioca ele é e quão pouco de maranhense ainda resta. Não quero dizer que ele renegue nosso Estado ou sua origem, porém, querendo ou não, lá ele parece muito mais confortável, o que não de se estranhar devido ao começo de carreira por aqui.


O título do post, trecho da música Salão de beleza, foi pela inspiração da música para vim escrever aqui, quando ele cantou lembrei imediatamente o quanto odeio salão e iria escrever sobre isso, maaaas os elogios dominam minhas lamentações sobre os cubículos de beleza. Além disso, acredito que é uma belíssima frase para definir o póprio Zeca.


Dica: Vão o mais rápido possível ao show desse gênio da música!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ela's


Lá estava ela, no meio de sentimentos cansativos e guarda-chuvas frenéticos continuou sua caminhada até um amontado de gente esperando a mesma coisa que ela, aquela espera a trouxe de volta ao que estava acontecendo ao redor, deixou de lado a dor de cabeça e apertou os braços com a sensação de frio até relaxante mesmo percebendo a blusa toda molhada. Entrou naquilo que a deixaria em casa, ou pelo menos próxima de casa, e sentiu uma estranha sensação de claustrofobia foi quando a percebeu novamente, dominando as janelas fechadas. Se voltou para si e sentou para ser embalada, mais uma vez, por ela. Durante o longo caminho, pequenos sonos e sonhos se juntaram ao barulho tranquilizador dela. Após a descida para mais uma espera ela já tinha ido e só sobrou Ela, foi quando todas as sensacões cansativas do começo voltaram e a dor de cabeça aumentava e as pernas esfaleciam e os olhos fechavam. Quando, finalmente, chegou em casa controlando seu stress passou a mão nos cabelos presos e voltou a senti-la, então foi banhar para lembrar d'Ela.


Que essas - e outras - pequenas coisas possam ajudar a todos para uma vida mais tranquila, como fez comigo hoje.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tempo, tempo, tempo...


O tempo. Complicado falar dele, mas tão simples reclamar que ele está voando...

Agora o que na verdade voa, o tempo ou a lógica do consumismo? Toda essa bem bolada máquina capitalista criou em nós - e as coisas só vem aumentando de geração para geração - essa necessicade de consumir : objetos, aparelhos, pessoas e o tempo! Como já dizia Marx, tudo vira mercadoria, por que o tempo iria ser privilegiado?

Estamos nos transformando em consumidores compulsivos de tempo, onde não podemos esperar um segundo numa fila ou numa parada, pois o tempo é curto e "Tempo é dinheiro"! Prova disso é a ressonância Schumann - que comprova o aumento da frequência da Terra, ou seja, aceleração do seu coração -, onde na verdade quem aumentou a velocidade foi o homem, este que se tornou uma grande máquina faz tudo.

Atualmente um jovem entra na Universidade com 17 anos, se gradua com 21, com 23 já fez a pós e com 25 é Doutor! E seu conhecimento de mundo? E sua visão crítica das coisas? Não, pensar perde tempo. Pensar requer tempo e, além de tudo, um esforço muito maior! Quem precisa mexer um olho sequer na sociedade pós-moderna?! Só os tolos (ou filósofos?). No lugar dessa perca de tempo, vamos é trabalhar, produzir um milhão de artigos por ano sem profundidade que assim ganhamos mais!

Tudo bem, estou sendo cruel com o tempo. Ele não tem culpa disso - nem a Terra -, nós que precisamos "acalmar" esse psedotempo, que só existe por conta do Capitalismo, e analisarmos o que acontece com o tempo, ou melhor, com nós mesmos. Se a felicidade estiver em ganhar um milhão trabalhando 20 horas por dia para morrer de infarto aos 40, ok! Se não é isso que eu quero então me preparo para fazer um esforço ainda maior para conseguir nessa vida um pouquinho - pois concordo com Marx, não tem como sair dessa lógica capitalista - de sossego.



Passei um bom tempo sem escrever por falta de tempo! A lógica da produção em massa de trabalhos, aulas e provas me consumiram e ainda estão me consumindo. Porém, não tem como estudar Marx e não parar tudo que estava fazendo para gastar meu tempo fazendo aquilo que gosto: escrevendo!

sábado, 9 de maio de 2009

Obrigada!


Estou de passagem só para agradecer a Natiih pelo link em seu blog. Não estou aqui pela corrente - coisa que não suporto -, nem para ditar aquelas regrinhas - nada contra, mas meu tempo está realmente curto. Na verdade queria apenas deixar o link de alguns blogs que acredito que irão trazer algo de bom para todos que lerem, aqui vamos nós:
Fernanda Mel : minha querida hoje e sempre!
Lets Figueiredo : melhor publicitária!
Charlatões : só lendo para entender!
B. : leveza única!
Melanie Brown : palavras sinceras!
Hosana : acabei de conhecer, mas já percebo sua grandeza!
Bom Proveito!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Explosão de crianças




Ouvindo uma música hoje, me voltou a idéia que sempre me atormentou: a enorma demanda de pessoinhas chegando e todos fechando os olhos para elas.

Que o mundo é um caos, que o Brasil tem muita gente sofrida todos nós já sabemos, mas que tal começarmos por baixo, ou melhor, pelas coisas mais "simples" para mudar essa situação?

É muito fácil colocar a culpa no Governo pelos filhos não terem o que comer, mas o que custa diminuir a escadinha de filhos que em toda periferia se encontra?

Sei que não é fácil ir lá para o meio de um povoado, onde não tem nem água para beber, e dizer para eles usarem camisinha ou para tomar uma pílula, mas é preciso começar (de preferência com a água também)! Com certeza, umas das pessoinhas daquela escadinha irá compreender num futuro próximo essa menssagem - se bem trabalhada.

Ao invés de estarmos querendo copiar países desenvolvidos na sua forma de fazer o vestibular, seria mais proveitoso iniciarmos essa apropriação com os pequenos males que aflingem nossa sociedade desde sempre. Esse boom demográfico - onde o problema não está nem nisso, mas na falta de condições de manter um qualidade de vida para essas crianças - faz que o velho ciclo vicioso (que assola nossa frágil sociedade) só piore e torna-se mais denso. "Filho de peixe, peixinho é".

Não imagino, nem quero, que todos parem de fazer o que quer que seja, só acho que o envolvimento com campanhas de conscientização do uso de contraceptivos devam atingir não só meus vizinhos, mas cada dona de casa no coração desse país, cada Maria que cuida com carinho do pote de barro e do copo de alumínio, além de seus amados e numerosos filhos. Só assim para a proteção se tornar um hábito e o aborto se tornar distante - não o contrário!

Talvez seja a única forma de cada criaturinha desse Mundo chegar aqui com mais segunça e uma vida mais bela e, ainda, de todas estas que já estão rodando por aqui - perdidas na confusão - sintam aquela injeção de ânimo que nós sentimos quando acordamos na nossa cama macia e comemos um belo café da manhã antes de irmos fazer as coisas que mais gostamos.





Então, antes de dizer: "Pare o mundo que quero descer!" finalize a obra inacabada que nos foi deixada para quando sair possa apreciar uma bela paisagem lá de longe...